23/06/2004
começou primaverando as minhas dúvidas. anteontem, veraneava a minha existência. logo após, outonou as minhas expectativas. invernastes, por fim, minha esperança. sendo assim, o curto ano da graça de sua chegada.
01/08/2005
na mesma louça que limpas. talvez, seja a minha. para cada boca que trafica. não, não é a polícia. de onde a louca se esquiva. imagino, numa revista. a cada moça que se indigna. sim, eu sou machista.
11/10/2003
aqui espero o grande expurgo. o grande empurro. o grande ceifamento. que essas vidas vazias de qualquer coisa. que essas mente cheias de nulidade. sejam levadas a outros cantos. que sejam perpetuadas para outros mantos. para que eu não precise passá-los de ano.
06/12/1997
a verdadeira luz na penumbra. três sóis, seis luas. findada a ronda noturna. dentro do escuro da viatura. a fome de quatro mendigos. a memória de mais alguns dígitos. o corpo de um novo martírio. que faz o feio ao lado do linho?
14/05/1994
os versos que vem e vão. as lembranças de mão em mão. um pedaço de taça de vinho. a certeza de um copo vazio. a dúvida de todo então. a dívida de um ou outro irmão. nas asas de um assovio. as querelas de um velho navio.
19/03/1995
alhures. ortodoxo que era. fonético que esquecia. quase
léxico sem vida. hitherto de um descaminho. parte de nada que dizia. do tudo
que abraçava. do homem que chorava. da mulher que ria.
01/12/2007
olhou para o relógio e era tarde. ou cedo. não sabia. quatro e trinta e quatro da manhã. o medo. da
ironia. esperando um ônibus que um dia chegaria. que uma dia atrasaria. que um
dia tardaria. que uma dia partiria. o contexto. de um dia.
Assinar:
Postagens (Atom)